São tantos os acontecimentos que não estamos conseguindo organizar tudo, temos tanto a fazer, mas mesmo assim permanecemos imóveis, sei lá esperando alguma coisa, alguém que nos ajude e nos mostre outras possibilidades. Ainda assim queremos, temos a necessidade de compreender por quais caminhos estamos seguindo, algumas vezes eles nos levam a situações inimagináveis. Não digo que isso é bom ou ruim, é uma condição de vivência, pois todas as experiências anteriores contribuem para a situação atual de confusão, medo, angústia e desespero.
Talvez um riso incontido saia de sua gargante e você tente disfarçar sua vida, suas angústias, mas elas estarão lá sempre ao seu lado, te mostrando que você precisa ser forte, ter foco e seguir em frente por mais difícil que seja. É fácil falar para o outro não se deprimir, tentar outra vez, ir a luta, sobretudo porque vivemos numa "sociedade de vencedores", que não abre espaço para aqueles que não conseguem. Porém nunca se sabe o quanto o outro já aguentou firme, já seguiu em frente e já tentou outra vez e se feriu mais ainda, que ainda tem em sua lembrança dores insuportáveis.
É importante respeitar as dores do outro de apoiá-lo não somente com palavras, mas também com gestos, consolar choros, apoiar em situações difíceis e acompanhar em momentos solitários. Como diz num dos meus filmes favoritos (O fabuloso destino de Emelie Poulain) "São tempos difíceis para os sonhadores".

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