segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Aprender



Acima de tudo é preciso que vejamos beleza em viver, senão chegaremos no fim. O fim criado por nós mesmo e pelas condições de nosso ambiente, não é uma tarefa fácil vencer , mas são os obstáculos que fazem com que a vida tenha sentido, o desejo de superar as barreiras e dizer que venceu, apesar de todas as condições adversas. Viver não é simples, requer muita habilidade e treino, todos os dias são dias para aprender a viver, e nesse movimento dialético, experimentamos as dores e as delícias de sermos quem somos.

Eu não gosto de dar conselhos, pois acho que cada um faz de sua vida o que compreende como a melhor possibilidade em cada momento, dizer para o outro o que faria se estivesse em seu lugar, anula as vivências dos sujeitos e nos dá a impressão de que todos experienciamos as diversas situações da mesma forma, o que é um equívoco, eu só posso falar de meu lugar, não do lugar do outro, posso ser solidária com os outros e entender suas limitações, mas nunca poderei fazer escolhas por ninguém.

Com o amadurecimento diários vamos aprendendo que na vida o que vale mesmo são os sentimentos que construímos uns com os outros, a alegria que compartilhamos, os momentos singelos que dividimos com aqueles que amamos e que o que é fantástico do caminhos é caminhar. Pena que isso tudo se perde em meio ao fetichismo capitalista que nos faz entrar numa lógica cega de consumo e acumulação de capital, deixando de lado as coisas que realmente importam: os verdadeiros porquês de estarmos no mundo.

Estas são meras reflexões de alguém que tem aprendido muito com a vida, ou melhor, com os erros que comete e que a cada dia tem ampliado seu desejo de poder fazer mais pelas pessoas e por si própria, sem falar da vontade enorme de aprender e compartilhar esse conhecimento com os outros, principalmente aqueles que sofrem com a exclusão perversa.      

terça-feira, 30 de abril de 2013

E quando perguntarem de mim, diga somente que sou um absurdo!

Vou andando devagar como se não existissem obstáculos no meu caminho, sinto o vento no meu rosto, mas ao invés de me fazer bem, sinto dor, agonia e até mesmo raiva, ele joga na minha cara as fraquezas que tento esquecer. A sensação é de sufocamento e eu não tenho o que fazer para impedir. Tantas escolhas a fazer e não sei qual a melhor, na verdade sei-o bem, mas esta se mostra tão distante de minhas possibilidades - dificuldades de uma desacreditada - não que meu senso de análise de conjuntura não funcione, é só medo daqueles que paralisam a mente.
Poderia falar horas e horas das minhas angústias, dos meus momentos tristes, de todas as emoções que tenho sentido, o que sei é que só isso não resolve. Preciso partir para a ação, sair da zona de conforto, deixar de ser a menina café com leite na brincadeira e assumir a responsabilidade sobre a minha vida.
Não vou desistir, posso cair diversas vezes. Mas vou continuar persisitindo.