terça-feira, 5 de julho de 2011

Das coisas que eu falo

Quando me disseram que as coisas iam além do que a gente vê eu me assustei, confesso que nunca havia imaginado que, as vezes, as pessoas agem de má fé, que se aproximam das outras por interesse, que dizem coisas que machucam as outras com a intenção de magoar verdadeiramente. Isso para mim foi uma punhalada, pois minha mãe sempre me ensinou a amar o próximo, a respeitá-lo, a falar a verdade e ter a dignidade de assumir meus erros, mas quando crescemos descobrimos que não é assim que as coisas acontecem, então me sinti perdida.
Foi nesse momento que me encontrei no impasse: Fazer igual a todos e esquecer o que havia aprendido sobre respeito e honestidade; ou persistir no que me foi ensinado e lutar por uma sociedade melhor e mais justa. Confesso que esse momento de escolha não foi fácil, pois pude perceber que lutar por uma sociedade melhor não é algo fácil, é um trabalho de formiguinha e eu não sabia se estava preparada.
Mas percebi que se não tentasse nunca conseguiria nada e é preciso dar o primeiro passo, fazer alguma coisa para mudar essa realidade social hostil e opressora, onde cada um só se importa com sua vida e não quer saber da vida dos outros, que não se compadece com o sofrimento e tristeza alheia. Por isso percebi que valia a pena que tentar, mostrar que existe algo chamado solidariedade e que precisa ser espalahdo por aí urgentemente. É necessários nos darmos uma segunda chance e termos a esperança de que um dia não tenhamos mais que insistir numa conscientização de todos, pois nesse momento todos terão a consciência de que somos iguais e que gentileza e respeito são primordiais em qualquer relacionamento.

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